Camargo Corrêa - Brown Bovari - Crédito: Acervo CDMCC

1970

Em 4 de março, a Construções e Comércio Camargo Corrêa S.A. instala-se na atual sede do grupo, na Rua Funchal, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo.

1971

A primeira grande obra da década é a construção da BR-230, a Rodovia Transamazônica. De janeiro desse ano a dezembro de 1973, a Camargo Corrêa providencia a terraplanagem e o revestimento primário no trecho entre Itaituba (PA) e Humaitá (AM), com 40 quilômetros de extensão.

O sonho de vencer as águas da Baía de Guanabara começa a se tornar realidade em fevereiro, com o início das obras da Ponte Rio–Niterói. A Camargo Corrêa participa do projeto por meio de um consórcio com outras duas grandes empreiteiras: Mendes Júnior e Construtora Rabello.

A construção da linha Norte–Sul do Metrô de São Paulo, a maior obra urbana de engenharia já executada no Brasil, é marcada pelo pioneirismo e pela engenhosidade da Camargo Côrrea. A empresa introduz no País as máquinas Shield, os "Tatuzões", que permitem a escavação de túneis sem prejuízo às edificações existentes.

1972

Durante décadas, as cidades litorâneas do norte de São Paulo e sul do Rio de Janeiro ficaram à margem do progresso. O isolamento chega ao fim com a construção da BR-101, a Rio–Santos. De fevereiro desse ano a setembro de 1975, a Camargo Corrêa cuida da terraplanagem e pavimentação no trecho Santa Cruz–Ubatuba, com 50 quilômetros de extensão.

Em julho, iniciam-se as obras da SP-160, a Rodovia dos Imigrantes, marco da engenharia nacional. A Camargo Corrêa atua no projeto até abril de 1977, com terraplanagem, pavimentação e a construção de túneis e viadutos em um trecho de serra com três quilômetros.

Início das atividades do Hangar Menezes, atual Morro Vermelho Táxi Aéreo, empresa de aviação corporativa do grupo Camargo Corrêa.

1974

Inaugurada, em 24 de março, a Ponte Rio–Niterói. Ainda uma das maiores do mundo, a megaestrutura tem 13 quilômetros de extensão, 103 pilares e um vão central com 70 metros de altura.

Em agosto, a Camargo Corrêa volta à Transamazônica. Doze meses depois, conclui a terraplanagem e o revestimento primário de um trecho com 374 quilômetros, entre Itaituba (PA) e Humaitá (AM).

Nova missão nas obras da Rodovia dos Imigrantes: construir um viaduto, com 1.560 metros de comprimento, no trecho de serra. A obra é finalizada em abril de 1977.

1975

A Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) e a Minerações Brasileiras (MBR) encarregam a Camargo Corrêa de uma série de obras num trecho de 35 quilômetros entre Belo Horizonte e Itabirito, em Minas Gerais. Os trabalhos – que incluem terraplanagem, drenagem, obras de arte correntes e especiais, túneis e serviços complementares – estendem-se de abril desse ano a dezembro de 1979.

Começa a ser rasgada a segunda linha do Metrô de São Paulo, a Leste–Oeste. Homens e máquinas da Camargo Corrêa participam do empreendimento ao longo de oito anos.

A Usina Hidrelétrica de Itaipu – a maior do mundo, com 12.600.000 kW de capacidade instalada – ganha seus primeiros contornos. Participante de um consórcio internacional, a Camargo Corrêa responde por obras civis completas, concluindo sua tarefa em março de 1983.

Em dezembro, a Camargo Corrêa começa a enfrentar o maior desafio de sua história: a construção da Usina de Tucuruí, no Pará, em plena selva amazônica. A maior obra já tocada no País por uma única empreiteira mobilizou 25 mil homens e 700 máquinas, das quais 450 de grande porte, número superior aos equipamentos utilizados na Transamazônica e na Ponte Rio–Niterói. As obras da primeira fase da hidrelétrica são entregues em dezembro de 1984.

1976

Um novo corredor de tráfego vai unir a capital paulista ao interior: a Rodovia dos Bandeirantes. De setembro desse ano a janeiro de 1979, a Camargo Corrêa executa obras civis completas em trecho de 21 quilômetros entre São Paulo e Campinas.

1978

Batismo da Camargo Corrêa no exterior. Na liderança de um consórcio internacional, a empreiteira participa da construção e montagem da Usina de Guri, na Venezuela. A hidrelétrica, com 10.132 MW, é concluída em dezembro de 1986.

1979

Surge a Camargo Corrêa – Brown Boveri, parceria com o tradicional grupo suíço do setor de bens de capital. Fabricante de equipamentos elétricos e especializada na implantação de sistemas de transmissão e distribuição de energia, a empresa deu origem à Camargo Corrêa Equipamentos e Sistemas.